Domingo, 05 de dezembro de 2021

Genética auxilia no tratamento de casos de depressão

13/03/2018
O caso do jornalista Jorge Pontual, correspondente internacional da Globo, exemplifica a necessidade de alguns pacientes com depressão fazerem um teste genético para definir qual a medicação mais indicada em seus casos.

No campo da farmacogenética, além dos fatores já padronizados que devem ser observados na hora da prescrição, estudos apontam para algo que até pouco tempo era difícil de se conseguir: o medicamento certo, na dose certa, de acordo com as características de cada indivíduo, afinal, cada pessoa tem um perfil genético que a diferencia dos demais, e seguir o mesmo padrão na hora da prescrição nem sempre trará o resultado esperado.

Foi o caso, por exemplo, do jornalista Jorge Pontual, 69, correspondente da Globo em Nova York, nos EUA, que revelou recentemente ter tratado por 40 anos uma depressão sem qualquer resultado e só recentemente, depois de se submeter a um novo teste genético, descobriu que usou medicamentos errados para o seu organismo. E que somente após se submeter a um teste genético, com um perfil detalhado de 18 genes ligados à saúde mental, passou a tomar os remédios certos, controlando sua depressão.

Atualmente, segundo explica o especialista em Genética, Dr. Marcos Valério Zschornack, da Clínica Genômica, de Cascavel, existe uma gama muito grande de testes genéticos que servem de suporte aos especialistas na hora da prescrição médica ou mesmo na definição de um tratamento, garantindo-se assim os melhores resultados em vários campos da medicina, como a Oncologia, Cardiologista e a Psiquiatria, que passaram a compor um grupo chamado de Medicina de Precisão.

No caso do jornalista Jorge Pontual, o teste genético ao qual se submeteu indicou quais são os antidepressivos que funcionam e quais não funcionam em seu tipo genético. Até então, ele usou por anos justamente os medicamentos que não funcionam em casos como o dele.

O psiquiatra americano Samuel Sharmat, médico que trata Pontual, disse que o jornalista possui uma variante de um gene que o predispõe à depressão. Segundo Sharmat, o gene determina como o cérebro fabrica a serotonina, um neurotransmissor responsável pelo bem-estar. O mesmo exame ainda revelou que o brasileiro tem uma variação em outro gene, o que faz com que ele metabolize remédios muito depressa, sem que que eles cheguem a surtir efeito.

Já o Dr. Marcos Valério Zschornack, da Clínica Genômica, assevera a importância de se buscar, através da Genética, as soluções que somente são possíveis após avaliações que apontem a melhor medicação ou o melhor tratamento para cada caso. No de Jorge Pontual, a solução encontrada foi começar a tomar metilfolato e o antidepressivo ideal para o seu corpo. Após isso, o jornalista relata que sua vida mudou, seu humor ficou estável e a depressão está sob controle.

Para saber mais sobre os avanços da Medicina Genética e sua relação com os mais diversos campos da Medicina considerada de Precisão, acesse o site: http://www.clinicagenomica.com.br.

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2 COMENTÁRIO(S)

Gostaria de informações sobre esse exame genético pois meu filho sofre com depressão a uns 8 anos...obrigada
comentado por Jorge Armando Santana de almeida em 25/11/2020
Meu pai tem depressão e por décadas foi submetido a um tratamento errado, com vários medicamentos. Hoje ele usa apenas um e essa é uma ótima notícia para pacientes e familiares.
comentado por Miriam Rodrigues em 14/03/2018