Quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Suinocultores debatem demandas em agenda política em Brasília

13/03/2018
Alongamento no prazo para pagamento de dívidas para custeio da atividade e retenção de matrizes foi um dos assuntos em pauta na reunião do sistema suinícola com Banco do Brasil e MAPA.

Esta terça-feira, 13 de março, foi um dia cheio para a suinocultura nacional. Após uma reunião na sede da ABCS, a Associação Brasileira de Criadores de Suínos, para alinhamento da entidade com suas afiliadas estaduais para o cumprimento de agenda política em Brasília, as lideranças do setor passaram a tratar dos principais entraves da atividade, que vive mais um momento de apreensão e dificuldades no campo financeiro.

Em parceria com a Frente Parlamentar Mista da Agricultura, a ABCS reuniu representantes das entidades afiliadas para realizar audiências na Diretoria de Crédito Agrícola do Banco do Brasil e junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No MAPA, a comitiva de suinocultores foi recepcionada pelo Secretário de Política Agrícola, Neri Geller.

Em ambos os órgãos, as lideranças do sistema suinícola, acompanhadas de alguns parlamentares, discutiram alternativas com o foco em prorrogação de dívidas contraídas pelos produtores de suínos, especialmente do mercado spot, para custeio, e em outros casos para retenção de matrizes. Também discutiram a necessidade de abertura de novos mercados para exportação, bem como uma definição para a retomada das exportações para a Rússia. Outro assunto, nesse caso tratado junto ao MAPA, foi a questão da oferta de milho balcão como forma de regular o mercado interno, que vê novas altas no preço do produto, o que eleva ainda mais os custos de produção, enquanto o preço do suíno vivo está mais uma vez em queda, bem abaixo do custo.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, não esconde que 2018 será um ano repleto de desafios para a cadeia suinícola brasileira. “O setor passa por alguns embaraços e por isso a necessidade de se reunir com as instituições públicas, com o objetivo de relatar os entraves da cadeia e, consequentemente, garantir condições necessárias para manter a sustentabilidade da atividade”, ressalta Lopes.

Participaram da agenda política em Brasília as afiliadas da ABCS: Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS); Associação Paranaense de Suinocultores (APS); Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS); Associação Goiana de Suinocultores (AGS); Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat); Associação dos Granjeiros Integrados de Goiás (AGIGO); Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (ASES); Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG); Associação Sul Matogrossense de Suinocultores (Asumas); e Associação dos Criadores de Suínos do Distrito Federal (DFSuin).

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