Quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Paraná se anima com fim do embargo russo à carne suína

08/11/2018
A retomada dos negócios com a Rússia, com o fim do embargo do governo de Moscou à carne suína brasileira e a reabilitação de pelo menos nove plantas frigoríficas brasileiras que passam a exportar novamente neste mês de novembro, também traz esperança aos produtores de suínos do Paraná.

A retomada dos negócios com a Rússia, com o fim do embargo do governo de Moscou à carne suína brasileira e a reabilitação de pelo menos nove plantas frigoríficas brasileiras que passam a exportar novamente neste mês de novembro, também traz esperança aos produtores de suínos do Paraná, que é um dos maiores produtores do Brasil. Afinal, as exportações à Rússia vão ajudar a ajustar o mercado doméstico e influenciar no aumento do preço do produto internamente, especialmente numa época do ano em que tradicionalmente as vendas se aquecem.

No ano passado, o Paraná produziu 828,2 mil toneladas de carne suína, representando 21,7% da produção brasileira que é de 3,8 milhões de toneladas. Já o número de cabeças abatidas no Brasil totalizou 43.185.385 cabeças, sendo o estado paranaense responsável por 21,3%, ou 9.203.619 cabeças.

O rebanho de suínos do Paraná é atualmente o maior do Brasil, correspondendo a 17,85% do total nacional, segundo o IBGE e a pesquisa trimestral de abate e PPM. O estado possuí o segundo maior número de matriz do Brasil, perdendo apenas para Santa Catarina. O Paraná tem mais de 660 mil matrizes.

Em 2017, o Paraná exportou um total de 96.828 toneladas, um aumento de 3,3% sobre o ano anterior, sendo que a carne suína ocupa atualmente o segundo lugar na pauta de exportações do estado.

 

Reaquecimento do setor

 

Após vivenciar um dos piores momentos da atividade, que se agravou ao longo do ano de 2018, a suinocultura parece presenciar um processo que deve atenuar os prejuízos do produtor e reaquecer o setor, com o anúncio dia 31 de outubro do fim do embargo promovido pelo governo russo à carne suína brasileira, fato que ocorreu em novembro de 2017, permitindo-se a retomada das exportações do produto para a Rússia.

O retorno das vendas para a Rússia deve se somar a outros fatores que começam a acalmar os ânimos do produtor. Dentre os pontos positivos está o crescimento do comércio para a China, Hong Kong e Singapura, o que evitou ainda maiores perdas para a suinocultura nacional.

 

Os prejuízos

 

A atividade vem contabilizando grandes prejuízos nos últimos tempos, em decorrência do baixo preço pago pelo suíno vivo, combinado com alta nos custos de produção e com dificuldades para ajustar o mercado doméstico, após a queda no volume exportado desde o embargo de Moscou. Afinal, a Rússia permanece como o principal comprador da carne suína brasileira, responsável por cerca de 40% das exportações do Brasil, agora seguida da China e Hong Kong, que passaram a suprir parte das necessidades do setor após o embargo russo.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), parceira do sistema suinícola, no período do embargo o Brasil deixou de exportar 230,4 mil toneladas de carne ao país russo, que só voltou a liberar as exportações do produto no dia 31 de outubro, com anúncio feito pelo Serviço Federal para Vigilância Sanitária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor), órgão que regula a segurança na agricultura do país.

Naquela data, a um ano desde o embargo, a Rússia anunciou a importação de carne suína e bovina de pelo menos nove fornecedores do Brasil, permitidas a comercializar seus produtos já no dia seguinte ao anúncio, em 1º de novembro.

 

Plantas reabilitadas

 

A vigilância sanitária russa reabilitou inicialmente somente algumas plantas frigoríficas do estado do Rio Grande do Sul, no total de nove frigoríficos, pertencentes às empresas Alibem Alimentos, Adele Indústria de Alimentos e Cooperativa Central Aurora Alimentos. A expectativa, no entanto, é de que na sequência a Rússia volte a comprar carnes também dos frigoríficos de Santa Catarina, de onde tradicionalmente importa produto.

O retorno das vendas para a Rússia deve desafogar a pressão da oferta e ajustar a demanda no mercado doméstico, beneficiando outras empresas que eventualmente não estão habilitadas a exportar neste primeiro momento e que disputam o mercado interno.

A decisão do governo russo de voltar a comprar carne suína do Brasil foi aguardada ao longo do ano com muita ansiedade pelo setor, e o retorno das exportações para aquele país era tido como um fator decisivo ao menos para atenuar a crise da atividade.

 

(FONTE: Expoente Comunicação)

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