Sábado, 14 de dezembro de 2019

Centro de Medicina da Tríplice Fronteira quer expandir atividades

15/11/2019
A expansão abre um novo e amplo campo para o CMT, que faz parte da estrutura do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC) e conta com apoio da Itaipu Binacional.

Única planta da América Latina adaptada para fazer exames em material genético tanto de humanos como de animais, dentro do conceito de saúde única, o Centro de Medicina Tropical (CMT) da Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu (PR), se prepara para expandir os serviços e atender cooperativas que atuam no setor do agronegócio. A ideia é transformar o espaço em um centro de referência para diagnóstico de sanidade animal, oferecendo exames genéticos, microbiológicos e físico-químicos de alta qualidade.
A expansão abre um novo e amplo campo para o CMT, que faz parte da estrutura do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC) e conta com apoio da Itaipu Binacional. A região Oeste do Paraná concentra o maior rebanho de suínos do Paraná e uma das maiores cadeias de produção de frango do mundo, abrigando as grandes cooperativas do País. Também produz carne bovina e leite. Exames de sanidade que hoje são feitos fora da região, com um custo maior e demora na obtenção de resultados, poderiam ser feitos no laboratório do CMT.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, avalia que a nova estrutura poderá favorecer especialmente as cooperativas que trabalham com a exportação de carnes. Laudos oficiais, com selo do Ministério da Agricultura, poderiam ser emitidos em menos de 24 horas, dando agilidade a processos de movimentação e liberação de cargas. “Um centro de referência aqui na região Oeste do Paraná geraria uma economia enorme para essas cooperativas, elevando a competitividade do produto paranaense no mercado exterior.”
“Nosso laboratório pode contribuir com o desenvolvimento regional, ofertando exames que atestem a qualidade e a sanidade destes produtos”, enfatiza o diretor superintendente do HMCC, Fernando Cossa.

O responsável técnico pelo laboratório, Robson Delai, diz que o CMT já iniciou os contatos com as cooperativas, que demonstraram interesse no serviço. O próximo passo será receber o aval do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que irá avaliar a estrutura física e os equipamentos de centro. Em seguida, inicia-se o processo de acreditação junto ao Ministério da Agricultura.

“Teremos que indicar ao ministério quais os exames nós queremos prestar. Os técnicos vêm ao laboratório e acompanham todo o rito de caminho de cada exame. Se estiver tudo ok, o laboratório é chancelado”, explica. Delai estima que em dois anos será possível concluir o processo de acreditação e iniciar a oferta dos serviços.
Os novos exames poderiam diagnosticar tanto as enfermidades mais comuns em frangos, bovinos e suínos, como a salmonelose (infecção provocada pela bactéria salmonela) ou doenças do aparelho respiratório, até doenças as mais raras e inexistentes no Paraná (como peste suína). Outro serviço que poderia ser oferecido é o monitoramento da qualidade do leite produzido na região. “Isso é importante para a cooperativa, porque a qualidade do leite interfere diretamente no preço do produto.”

A interrupção da vacinação de febre aftosa no rebanho do Paraná, anunciada pelo governo já para este mês de novembro, é outro fator que reforça a necessidade de um centro de referência na região. A condição de área livre de aftosa sem vacinação pode abrir novos mercados para os produtos paranaenses, mas também vai impor novas condições e responsabilidades. “A tendência é que cada vez mais os mercados externos exijam controles mais rigorosos dos produtos.”

(Fonte: Assessoria)

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