Quarta-feira, 21 de abril de 2021

Paraná conquista melhor status sanitário, livre de PSC e FA

15/03/2021
O novo status sanitário do estado garante vantagens aos produtores paranaenses no mercado internacional de carnes. Atualmente, o Paraná abate mais de 10 milhões de suínos por ano, mas tem perspectiva de chegar a 15 milhões em breve.

Além de avançar no reconhecimento internacional como Área Livre de Aftosa sem Vacinação, o Paraná conquistou no dia 10 de março de 2021 a chancela técnica da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como zona livre de peste suína clássica independente. Essa classificação retira o Estado de um grupo formado por 14 outros estados e garante vantagens sanitárias aos produtores locais no mercado internacional, pleito que foi liderado pela Associação Paranaense de Suinocultores (APS) e pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado (Seab).

Com isso, o Paraná está isolado de problemas que estão ocorrendo na divisa com o Norte e parte do Nordeste do Brasil, regiões que não são livres da Peste Suína Clássica (PSC). E com isso, o estado passa a disputar em melhores condições o comércio mundial de carnes, especialmente a carne suína. Atualmente, o Paraná abate mais de 10 milhões de suínos por ano, mas tem perspectiva de chegar a 15 milhões em breve, especialmente quando plantas como a da Frimesa, em Assis Chateaubriand, estiver concluída.

O Paraná deve produzir neste ano 950 mil toneladas de suínos, se aproximando cada vez mais de Santa Catarina, maior produtor do País. “A partir desse documento, teremos a chancela em maio e formaremos um bloco único. Se acontecer no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, estamos livres dessa questão. Isso nos dá um novo status sanitário. Possivelmente daqui a dois ou três anos seremos o maior produtor do País”, destacou o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

O reconhecimento internacional já foi concedido ao Paraná em 2016 pela OIE, mas ainda está pendente a chancela como zona única. Em dezembro de 2019, o Ministério da Agricultura já tinha publicado uma instrução normativa que reconhecia o Paraná como área livre peste suína clássica. A medida foi adotada porque a Zona Livre Específica da qual o Paraná fazia parte estava sob risco iminente de perder esse status sanitário devido ao registro de focos da peste suína em Alagoas, próximo à divisa com o Sergipe.

DOENÇA

A peste suína clássica é uma doença viral e está incluída na lista de notificação obrigatória pela OIE por ser de fácil difusão. Ela acomete somente suínos e não é transmitida para o ser humano. Os sinais clínicos mais comuns são transtornos circulatórios e lesões cutâneas, acompanhadas de conjuntivite em animais adultos e distúrbios neurológicos em suínos jovens. O animal também pode apresentar febre alta, paralisia nas patas traseiras e manchas avermelhadas pelo corpo.

 

(Fonte: AEN/PR e Assessoria APS)

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Seja o primeiro, faça seu comentário. ;)