Sábado, 24 de julho de 2021

Suinocultores comemoram novo status sanitário do Paraná

31/05/2021
Nos últimos dez anos, passou a concentrar esforços em apoiar as ações do Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura e da Agência de Defesa Agropecuária, a Adapar, para garantir sanidade animal e biosseguridade nas granjas.

“A história dos 50 anos da APS, completados em 2021, começou com a organização da classe, na década de 1970, e prosseguiu com o melhoramento genético, com a obtenção do registro genealógico, incluiu todos os fatores que influenciaram no desenvolvimento da atividade, e está se complementando com um capítulo muito especial, que é a obtenção da certificação internacional do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica”. A afirmação é do presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Jacir Dariva, para quem o novo status sanitário do Paraná é o maior presente no cinquentenário da APS, comemorados desde março.

Jacir Dariva destaca que “no passado, a APS teve como missão garantir as condições para que a suinocultura se desenvolvesse no estado, a partir do melhoramento genético e da divulgação dos resultados obtidos nas granjas, o que se deu através das exposições de animais. Depois, trabalhou para mostrar a saudabilidade da carne e aumentar o consumo per capta. Mais recentemente, nos últimos dez anos, passou a concentrar esforços em apoiar as ações do Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura e da Agência de Defesa Agropecuária, a Adapar, para garantir sanidade animal e biosseguridade nas granjas. Com isso, chegamos a essa conquista, que foi a elevação do status sanitário do estado e, por consequência, permitindo o acesso da carne suína do Paraná aos mercados mais exigentes como o Japão, Coreia do Sul e o México. Isso resultará no incremento das nossas exportações e na melhor remuneração pelo nosso produto”, ressalta o presidente da APS.

Mesmo com algumas opiniões contrárias, que entendiam que se devia manter as campanhas de vacinação dos planteis do Paraná, contra a febre aftosa, segundo Dariva, “desde o início desse processo, a APS entendeu que o melhor caminho era fortalecer as medidas sanitárias e defender o fim da vacinação, e uniu-se a outras entidades, como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, a Faep, assim como a Ocepar e o Sindicato das Indústrias de Carne do Paraná, para que conseguíssemos atingir o patamar exigido pela Organização Mundial da Saúde Animal, para esse reconhecimento internacional”.

Com o novo status sanitária obtido na 88ª Assembleia da OIE realizada nesta quinta-feira, 27, em Paris, na França, estima-se que nos próximos anos ocorra um aumento acima de 30% no volume das exportações de carnes do Paraná, e que além de favorecer a bovinocultura e a suinocultura, essa conquista histórica para o setor agropecuário paranaense acabará beneficiando outras cadeias de proteína animal, mesmo aquelas nas quais não há manifestação da doença, como as aves e os peixes, que também se beneficiarão com o aumento da condição sanitária animal do estado.

A vacinação contra aftosa nos rebanhos do Paraná foi interrompida em 2019. Hoje, há o cadastramento de produtores, sendo que o reconhecimento nacional do estado como área livre de febre aftosa sem vacinação foi em agosto de 2020. Em março deste ano, o comitê internacional da OIE validou e ontem houve o reconhecimento internacional na assembleia mundial da entidade.

O estado do Paraná lidera as exportações de aves (33%) e peixes (21,4%), sendo o 2º lugar em carne suína, com o abate anual de 10 milhões de cabeças de suínos.

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