Segunda-feira, 25 de outubro de 2021

O exemplo da bula para uma comunicação eficaz

27/08/2021
Quem tem a necessidade de emitir um comunicado precisa ter o cuidado de ser bem entendido. Quem fala ou escreve precisa se esforçar para ser bem compreendido pelo outro, que é o receptor da sua mensagem.

Em mais de quatro décadas como comunicador de mídia impressa ou falada, desde meus tempos de “foca”, até quando me tornei editor-chefe de jornal diário de grande circulação e editor de revistas, ou quando passei a escrever artigos publicados na grande mídia, que atingiram milhões de leitores, como os mais recentes artigos da série que escrevi sobre venda futura de soja, os quais estão entre as primeiras buscas no Google sobre o tema, aprendi o básico em se tratando de comunicação eficaz: o responsável pelo bom entendimento da mensagem é quem a emite, ou seja, comunicar não é simplesmente falar ou escrever o que se quer, ou o que se precisa informar, mas é ser bem entendido, pois na comunicação eficaz não é o que você, emissor, fala, o que importa, mas o que o outro, receptor da sua mensagem, entende. Daí, a importância de lidar bem com a forma, a maneira de como se fala, de como se escreve.

Quem tem a necessidade de emitir um comunicado precisa ter o cuidado de ser bem entendido. Quem fala ou escreve precisa se esforçar para ser bem compreendido pelo público receptor da sua mensagem. Nesse sentido, a regra para se ter uma comunicação eficaz sempre será a de se esforçar para conquistar a compreensão do público-alvo, e mesmo de quem está alheio aos fatos, mas precisa saber dos mesmos e os compreender. Caso contrário, corre-se o risco de haver mal-entendido.

"Fale alto para ser ouvido, mas claro para ser entendido", me ensinaram os bons professores de Comunicação, pois de nada adianta usarmos os melhores meios de comunicação, se a nossa mensagem não for bem elaborada, pois podemos ser incompreendidos, e quando falamos à grande massa, mal-entendido em grande escala.

Nessa mesma linha de raciocínio, é importante entender que não há um padrão de interpretação, especialmente na grande massa, pois em geral o público tem formas diferentes de interpretar uma mensagem, por consequência, maneiras distintas de assimilar as informações. E isso se percebe claramente nos meios acadêmicos, quando um professor com vasto conhecimento e grande domínio da disciplina ainda precisa ter didática. Do contrário, seus alunos não compreenderão sua aula.

Portanto, mais do que a necessidade de informar algo, é preciso ter cautela e o devido cuidado na forma de como isso será divulgado, assim como observar a ocasião certa, o meio mais indicado e onde se fará tal comunicado, pois em se tratando de comunicação eficaz, é você, como emissor, o responsável sobre o que se comunica, e deverá arcar com as consequências caso seja mal-entendido.

Nesse contexto, a comunicação eficaz no mercado corporativo deve se pautar muito mais na forma, na escolha do meio e na boa definição de onde se quer que a mensagem chegue, do que propriamente na elaboração de um bom material de comunicação. Certamente, é assim que se dá com a bula de um remédio que precisa ser lida antes de se tomar a medicação para que ela faça bom efeito, ou evite efeitos colaterais. E a bula é um bom exemplo da importância de uma comunicação eficaz, pois sem maiores ilustrações e geralmente extremamente técnica e com letras bem pequenas, ela segue junto na caixa de remédio, e dessa forma atinge o público-alvo e se mostra eficaz na informação que quer passar. Quem a não entende, até busca ajuda para compreender o que nela está escrito. Afinal, nesse caso, a consequência de um mal-entendido é da pessoa que vai tomar o remédio, não de quem fez a bula com uma mensagem que “fala” direto com o leitor, na maior clareza possível, para que ele compreenda bem o que nela está escrito. Do contrário, o remédio pode não fazer efeito, ou se corre o risco de a pessoa sofrer com algum efeito colateral.

Para o ato de comunicar, falar, informar, o exemplo da bula serve para se evitar mal-entendido na comunicação, pois se não for eficaz ela, poderá causar efeito colateral e comprometer o resultado que se pretende obter. Daí, é necessário considerar todos os pontos: ter-se um bom conteúdo, o meio mais adequado, identificar bem onde que se quer divulgar a mensagem, e uma maneira que atinja o objetivo e evite mal-entendido. Assim se fará uma comunicação eficaz!

(Artigo de autoria de Cesar da Luz, Diretor do Grupo Paraná Mais de Comunicação e CEO do Grupo Agro10. E-mail: cesardaluz@agro10.com.br; grupoparanamais@gmail.com)

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